iPhone é um player? Um device de Internet? Um telefone?
Para mim, não é nenhum destes. Para mim, iPhone (e similares, que eu acho que devem aparecer outros além do Touch) representa o futuro da computação móvel. Representa os próximos anos desta nova abordagem de uso de computadores (e não de devices que lembram computadores, e principalmente que não conseguem sumir no dia-a-dia dos usuários, que reduzem a experiência Web, etc).
Estava pensando sobre isto recentemente, e agora há pouco eu vi no SVN do 37Signals um comentário que resume a idéia (iPhone SDK, Apple’s Touch Platform, and The Next Two Decades).
Nada contra as tentativas que já tinham sido feitas até agora. Foram importantes, tiveram seus devidos espaços. Mas chega em um momento em que acontece como na época da Microsoft introduzindo os sistemas Windows/PCs (especialmente o 95). Acerta e define a plataforma padrão por alguns anos (ou décadas). Um dia tem um fim, mas por um tempo, torna-se o padrão.
Obtive um destes devices logo depois que foram lançados, e não por ser um player interessante, ou um device de Internet, ou um telefone. Mas por acreditar que a plataforma dos próximos (bons) anos vai ser esta. É o início da computação móvel de verdade, agora que alguém acertou.
James Della Valle disse:
Mar 11, 08 at 1:28 pmEu esperei um bom tempo por essa virada na computação. Hoje eu tenho um n95 da Nokia e, apesar de ele ainda ser mais celular do que um computador de bolso, devo dizer que ele não me deixa nã mão.
Na Cebit, foi lançado o GM500. Um relógio celular com tela sensível ao toque e recursos como player de vídeo e som. Logo veremos computadores desse tamanho, capazes de interagir em rede e servindo como base para interação com outros dipositivos.
Aos poucos os desktops vão perdendo o charme. Mas a hora deles ainda não chegou.
Abs, belo blog!
Denny disse:
Mar 11, 08 at 4:57 pmA computação tradicional não existe, e nunca existiu, em função desta ou de outra tecnologia - a mesma coisa com a computação móvel, que existe para suprir uma necessidade em especial. Desta forma, o iPhone suprirá algumas das necessidades - talvez a sua - assim como faltará a outras. A máxima do “one size fits all” nunca foi verdadeira e na minha opinião continuará assim. Há lugar para iphones, celulares convencionais e outros dispositivos móveis no dia-a-dia das pessoas.
Carlos Medeiros disse:
Mar 12, 08 at 10:39 amCuriosidade, o que vem a ser exatamente “device”?
gustavo disse:
Mar 12, 08 at 3:59 pmesse blog tá devagar, hã?